PORTEIRO SALVA CRIANÇA DE AFOGAMENTO

PORTEIRO SALVA CRIANÇA DE AFOGAMENTO

Numa época de crise e dificuldades diversas para a classe trabalhadora, valorizar o ser humano, sua essência, é algo inerente a sua função. Das situações mais comuns as mais complexas, contar com o ser humano aproxima, acalma, resolve.

O vídeo que segue mostra o momento em que um porteiro salva uma criança de se afogar na piscina do prédio no dia 19 de janeiro deste ano. Ainda não se sabe se o caso foi no litoral de São Paulo ou do Espírito Santo, mas independente de onde tenha ocorrido, o fato é um só: o porteiro estava lá.

Quando o SINDIFÍCIOS alerta sobre a importância de ter funcionários próprios no prédio, se refere também a situações como essa. Ter uma pessoa que conhece a rotina do prédio e de seus moradores, que recebe as crianças quando chegam da escola e os pais estão trabalhando, que auxilia idosos, que sabe ser gentil, cortês, atencioso.

No vídeo, o porteiro não é salva-vidas, não é bombeiro, não é nadador, mas é um ser humano que no desempenho de sua função, atento as câmeras, deixou por instantes a portaria para salvar a vida de uma criança. Os mais céticos vão dizer ainda que ele não deveria ter saído da portaria; então é hora de refletir: e se fosse seu filho que, prestes a morrer, consegue ser salvo?

Felizmente o porteiro soube atuar. E se o prédio tivesse instalado a portaria virtual? Ninguém salvaria a criança. Empresa terceirizada, pela falta de proximidade e treinamento, possivelmente também não. Jogar a culpa dos custos dos prédios nas costas dos funcionários é simplório demais, uma vez que muitos condôminos são inadimplentes e eles próprios oneram o condomínio. Vamos valorizar o que existe de melhor no prédio. Vamos valorizar o ser humano. Funcionários próprios sempre!